Sobre economia, temos que a primeira ideia fundada sobre o que ela seja passa por ser parte da experiência e vivência do cotidiano. A primeira está ligada às necessidades humanas, e estas “de per si”, podem se multiplicar ao infinito, podem ser ilimitadas.
Para a segunda, temos que a vivência do cotidiano nos traz a sociedade de consumo, intimamente ligada às necessidades humanas, sendo a vivência do cotidiano a metade balizadora para os meios de comunicação chamarem o consumidor a consumir. Cria-se um ritmo frenético para o consumo humano, cria-se uma maneira diferente para consumir: ou você é consumidor ou está fora do jogo.
Na contramão das necessidades e desejos humanos, temos a escassez, pois esta coloca limites para os desejos de consumir, tendo como base a limitação dos bens da humanidade. Uma vez que os recursos sejam escassos, existe a necessidade de administrá-los.Necessidade e escassez transformam-se em um paradigma que será controlado pela administração, que por sua vez conjuga-se na ciência econômica como: ato de administrar necessidades e escassez.
O desejo é manifestado com a necessidade, sua criação, e caso não seja manifestado, não terá fundamento econômico, pois a necessidade surge do desejo.Desta maneira, a mera aspiração não leva ao desejo, não gera a necessidade.O conteúdo da necessidade deve vir composto pelo desejo do bem, o qual pode ser dos mais variados, tanto lícito como ilícito, sendo que a ciência da economia não coloca termos para a necessidade, apenas verifica a atividade econômica para atendê-la[1].
O Marketing é a ferramenta aliada aos preceitos da economia, verificando as necessidades humanas, promovendo meios para criá-las ou mesmo ver seu ponto de usabilidade para quem se utiliza do serviço de campanha. Cria a necessidade, verificando o desejo e, quando existe o poder de compra, cria a demanda, a qual pode ser mensurada pela valorização de um item mediante sua marca no mercado consumidor.
Economicamente, o marketing traz para si estas propriedades descritas e, com as especificações do cliente, faz e molda o melhor cenário para o bem de consumo ou serviço.
Já para a publicidade temos que esta é braço atuante do marketing, haja vista o marketing ser a mão que move a ferramenta, assim como um plano que, sem esta ferramenta, não se executaria. Junto a este plano, estaria a ferramenta que atuaria como divulgadora, anunciando, movimentando, promovendo o plano em seu objetivo final. A publicidade aborda um braço do marketing, é a atuação deste plano propriamente dito.
[1]NUSDEO, F. Curso de economia: introdução ao direito econômico. 3. ed. rev. Atual. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2001.p. 23 – 41.


