A sociedade informacional cresceu por meio de influências comerciais e econômicas. A sofisticação da vinculação eletrônica trouxe possibilidades de encontros sociais em espaços virtuais entre pessoas que jamais se encontraram frente a frente, que jamais se falaram pessoalmente; e esses encontros virtuais se dão por meio de redes virtuais e informatizadas que se sobrepõem à proximidade física[i][1].
Tais meios dão vazão à introspecção e ao isolamento social, por um lado, e, por outro,cria nichos de pessoas que, ao adentrarem no mundo de virtualização, seja em redes sociais, blogs, em respostas aos que mandam e-mails, acompanham, compartilham ideias e procedimentos sem ao menos se conhecerem pessoalmente.
Essa sofisticação eletrônica adveio com o impacto da globalização, desfazendo o Estado-Nação, trazendo a criatividade, a curiosidade para os nichos de pessoas, buscando meios de, cada vez mais, melhorarem produtos e serviços no âmbito mundial e local, transpondo informações políticas, econômicas e legislativas.
O que se apresenta como a comunicação de massa perdendo seu espaço para a virtualização, baseado principalmente na plataforma digital, trouxe um novo consumidor, conectado em rede, com acesso quase ilimitado à informação e com poder de decisão elevado para os padrões normais.Trouxe um consumidor muito mais colaborativo, participativo, buscando informação e comentando com seus pares a informação obtida.
Esse novo consumidor traz uma nova ordem, que é informar, engajar, envolver e entender. O novo consumidor é movido por emoções e experiências diferenciadas, pode relatar toda a experiência vivida com o produto ou serviço de forma a alavancar as vendas de determinado nicho ou “cancelar”[2][ii] o fornecedor no mundo virtual, segundo o produto ou serviço mereçaou não a dedicação de seu tempo.
As redes sociais virtualizadas, às quais o novo consumidor está conectado, podem ser vistas como uma malha de nós, e cada nó seria uma ideia ou pessoa. Assim, forma-se uma célula com a participação de mais nós a se interligarem.A influência de cada pessoa conta com as emoções e experiências vividas.
Deve ainda ser destacado que, no ciberespaço, os custos da produção de conhecimento tendem a zero, por se tratar de um território de pesquisa e de trocas de informação. A inteligência coletiva pode ser aproveitada com vistas para interesses sociais.
O questionamento deste novo consumidor é: se tenho um número “X” de escolhas, por qual motivação devo ter fidelização à sua marca ou empresa?
Mediante todas essas alterações mercadológicas, é necessário que o empresário tenha espírito empreendedor, e que um Estado-Nação seja fiel ao seu ecossistema, com a segurança jurídica empenhada com justas leis e formas de atuação.
[1] FARIA, E. J. O direito na economia globalizada. 1. ed. São Paulo: Malheiros, 2002. p. 16-39.
[2]ROCHA, M. H. da. Cancelado: a cultura do cancelamento e o prejulgamento nas redes sociais. Belo Horizonte, MG: Letramento, 2021.
[i]FARIA, E. J. O direito na economia globalizada. 1. ed. São Paulo: Malheiros, 2002.
[ii]ROCHA, M. H. da. Cancelado: a cultura do cancelamento e o prejulgamento nas redes sociais. Belo Horizonte, MG: Letramento, 2021.

