1.3  O tipo de negócio do novo empresário

Fábio Ulhoa Coelho[i] coloca que “A competição empresarial enfrenta-se com produtos ou serviços de qualidade, preços baixos e publicidade, muita publicidade”[1]. É neste contexto que o novo empresário deve trabalhar, talvez mais do que em seu produto. É preciso que seu público conheça este produto, avalie, sinta e tenha emoções com o serviço ofertado, e diga a todos de seu meio social quais foram suas experiências com o produto e/ou serviço.

Não é apenas com a compra e venda de produtos, ou repasse de serviços, que o novo empresário deve ter a cautela necessária como antes.Deve, hoje em dia, ter uma aptidão para atrair consumidores que façam a propaganda para ele, deve se atualizar nas ciências humanas e ver o que seu cliente realmente precisa.Necessita, o empresário empreendedor, ter ciência de que os negócios são gerados de diversas maneiras, e que atualmente estão alinhados com práticas de comércio habitual e interligados com a internet.

Qual o meio necessário para a busca de novos clientes que possam influenciar novos seguidores e ou compradores?

Seguindo a premissa de que não se deve investirem produtos ou serviços ruins perante o seu público alvo, o investimento em parcerias ruins também pode gerar um alto preço: o do “cancelamento digital” e no mundo material. Como pensamento contrário, é utilizado o princípio da boa-fé do Código Civil, e os princípios das normatizações da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro em especial no seu artigo 4º.

Uma relação comercial está fadada ao seu final quando a pessoa que vende, entrega seu produto ao comprador. Mas, hoje em dia, não se pensa mais dessa maneira, afinal o empresário tem que vender cada vez mais para pagar os custos de aquisição que são altos: funcionários, impostos, transporte, todos envolvidos na simples venda e compra.

E para tais pagamentos serem feitos com sucesso, é preciso angariar clientela, pessoas que falem bem de seu atendimento e produto. Deve-se buscar a excelência no atendimento, treinar pessoas, fazer publicidade de sua marca, enfim, buscar o cliente e fazer com que ele emita sua opinião positiva.

Com o advento das redes sociais, delimitar as necessidades humanas seria o mesmo que tolher um direito, colocar o ser humano de volta na idade das trevas, deixá-lo sem conhecimento, sem expectativa, impondo controles diretos aos seus desejos. Entretanto, existe o ato contrário, ou seja, colocar as necessidades humanas no âmbito da experiência de usuário. Assim o cliente de uma compra anuncia para outros como foi sua experiência de aquisição, e não apenas para um amigo em específico, mas para milhares de pessoas, sem ao menos o empresário pagar ou ter feito uma propaganda efetiva para tanto.

O pequeno empresário deve ter em mente que dependerá de uma gama de parcerias comerciais envolvendo publicitários, consultorias de diversas atuações, para sempre estar especializado em suas propagandas, para que não cometa o erro do “cancelamento no mundo virtual”. Com investimento de baixo custo no mundo digital e dirigido a mais clientes, estes podem ter uma experiência diferenciada com seu produto e ou serviço, e poderá ser uma experiência única de compra, o que ultrapassa os ditames da antiga economia.

Com a internet e redes sociais, deve-se levar em consideração os influenciadores digitais, que podem propagar o seu produto ou serviço e fazer com que estes itens sejam desejados por todos que seguem estes influenciadores. Porém, na contramão, temos que lembrar que tais influenciadores são pessoas e também sofrem intempéries, podendo fazer o produto ou serviço ser odiado perante uma comunidade de seguidores, o que poderia trazer risco para o comércio.

Como segundo plano de vendas, deve o empresário atacar por diversas frentes comerciais, mas objetivando o atendimento via internet, o que vai lhe trazer melhores ganhos e quem sabe maiores vendas e clientes, porém nunca se esquecer do meio físico para o atendimento a sua clientela.

Por este motivo, deve se conhecer as Leis vigentes para sua defesa e que consiga transportar aos seus clientes a confiança de ser o melhor no que produz, vende ou presta serviços. Se resguardar de ataques em mídias sociais, com ação de um plano de efetiva busca na internet sobre maus comentários de seus produtos ou serviços, analisando os comentários e tentar sempre acalentar os maus comentários.

Visando o contexto de atuar na internet,muitos empreendedores resolveram por bem abrir empresas de anúncios, relatando que o envio de e-mail seria uma ótima opção para uma propaganda eficaz, o que se formou para uns um negócio por necessidade e não por simples empreendedorismo, sendo que muitas dessas supostas agencias de marketing digital vieram à quebra.

Contudo, mantém-se a ideia de que propagandear não é proibido, mas a forma como se faz a propaganda pode ser.


[1]COELHO, F. U. Curso de direito comercial: direito de empresa. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2012. v. 3.p. 232.


[i]COELHO, F. U. Curso de direito comercial: direito de empresa. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2012. v. 3.

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